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ANÁLISE DO JOGO: INTERNACIONAL 4-3 AMÉRICA DE CALI

Em geral, Internacional e América de Cali protagonizaram um duelo interessante disputado em Porto Alegre na Arena Beira-Rio, com entretenimento, gols e muitíssimo conteúdo tático nas execuções das estratégias de ambos treinadores. Na análise a seguir, vídeos e descrições de comportamentos coletivos dos dois conjuntos em fases de organização ofensiva e defensiva em termos estruturais por parte das equipes.

INTERNACIONAL – ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Em termos de funcionamento coletivo, a meia hora inicial do Internacional dominando a posse de bola no Beira-Rio foi francamente positiva, em especial a partir da estrutura habitual utilizada pelo treinador argentino Eduardo Coudet partindo de seu característico 4-1-3-2.

Com os descensos de Rodrigo Lindoso entre os zagueiros Zé Gabriel e Rodrigo Moledo, os laterais Renzo Saraiva e Uendel ganhavam amplitude em simultâneo nos corredores exteriores, enquanto Gabriel Boschilia e Patrick ocupavam zonas internas para fixar as marcações do América de Cali e permitir ativações com superioridade tática por parte dos laterais. Neste cenário, garantindo a primeira vantagem na construção inicial, o Inter aproveitou os problemas defensivos do adversário na hora de bloquear as progressões por fora e pressionar a saída de bola do colorado para gerar ofensivamente com muito ritmo e fluidez no campo de ataque.

Por outro lado, com Lindoso responsável pelos primeiros passes e saída de bola, outro meio-campista como o jovem Nonato assumiu protagonismo na distribuição em ataque posicional, possibilitando avanços através do passe e com variações de corredor após atrair em um setor e ativar o lado oposto em vantagem tática, ao mesmo tempo que Abel Hernández e Thiago Galhardo se complementavam no ataque combinando movimentos de apoio e ruptura em profundidade.

O problema para os locais foi que, posteriormente a meia hora inicial do duelo, o adversário realizou ajustes defensivos e conseguiu equilibrar o duelo a partir de sua organização sem a bola para pressionar com maior compactação em 4-1-4-1, forçando frequentemente o colorado a sair com passes longos de forma direta em iniciação, algo que resultou em maiores problemas na hora de gerar ataques em organização ofensiva tendo no atacante Thiago Galhardo um alvo em jogo direto que não representou o mesmo recurso que costuma oferecer o peruano Paolo Guerrero apesar de permitir saídas ofensivas com seus movimentos em apoio.

CONSTRUÇÕES OFENSIVAS (NONATO):

INTERNACIONAL – PRESSÃO ALTA

Contra um adversário que demonstrou a intenção de realizar saídas curtas e elaboradas em fases de iniciação, o Internacional buscou pressionar os tiros de meta do América de Cali através de sua habitual estrutura e funcionamento coletivo em 4-1-3-2, com o meia Nonato sendo responsável pela vigilância do volante Luis Alejandro Paz enquanto os atacantes Thiago Galhardo e Abel Hernández estimulavam os mecanismos de pressão em enfrentamentos individuais com os zagueiros do rival, com intenções de orientar a primeira situação de construção do conjunto colombiano aos costados para gerar superioridades numéricas na zona de ação. Desta maneira, como mostra o vídeo abaixo, o Inter foi capaz de impedir que o adversário gerasse ataques de forma curta ao longo de grande parte do duelo, sobretudo nos 45 minutos iniciais em que foi superior de uma forma geral.

Ao final, os três gols concedidos pelo colorado tiveram origem resultada por erros pontuais dos mandantes. O 2-1 nasce de uma perda de posse do jovem zagueiro Zé Gabriel; 3-2 foi fruto de bola parada com desestruturação coletiva na marcação mista; 3-3 em transição após contra-ataque permitido ao adversário.

AMÉRICA DE CALI – FASE DEFENSIVA (4-3-3)

Em geral, o América de Cali dirigido por Juan Cruz Real teve muitíssimos problemas defensivos especialmente ao longo da meia hora inicial na Arena Beira-Rio partindo 4-3-3. Com intenções de alterar fases de bloco médio com situações de pressão adiantada em 3+3 (ou 1+2 na primeira linha de marcação dependendo da abordagem de Adrián Ramos sobre Rodrigo Lindoso em vigilância individual), o time colombiano foi incapaz de alcançar efetividade em suas tentativas de pressionar a saída de bola do Internacional com os extremos permanecendo em posição intermédia fechando o passe do zagueiro ao lateral do setor ou diretamente saltando para marcar a construção dos centrais do adversário.

Desta forma, com os interiores e laterais tendo que sair de zona frequentemente para cobrir espaços por fora, o sistema defensivo foi desestruturado constantemente pelos laterais do Inter enquanto os extremos do América não retornavam em fase defensiva, algo que ficou evidente no 2-0 em uma pressão superada pela equipe colorada. Ademais, os visitantes também tiveram dificuldades na hora de defender os espaços entre as linhas contra as fixações do rival por dentro e os movimentos de apoio e ruptura dos atacantes Abel Hernández e Thiago Galhardo. O vídeo abaixo é ilustrativo:

AMÉRICA DE CALI – FASE DEFENSIVA (4-1-4-1)

O grande mérito do jovem treinador argentino do América de Cali foi a mudança de estrutura na forma de pressionar a nível geral em fases sem a bola. Ajustou o sistema defensivo alterando o posicionamento dos extremos, que já baixavam na altura dos meio-campistas para formar a linha de quatro no 4-1-4-1 com maior cuidado nas vigilâncias individuais aos laterais do adversário. Especialmente após a meia hora inicial, os visitantes passaram a equilibrar o duelo e competir melhor em termos coletivos, conseguindo lançar pressões com o salto do interior Rafael Carrascal sobre Rodrigo Lindoso ou no central canhoto para forçar saídas diretas, enquanto o extremo oposto fechava no outro zagueiro e Adrián Ramos bloqueava linhas de passe, o que finalmente conseguiram com continuidade antes de não ter maiores problemas defendendo em campo próprio em altura média-baixa nos 25 minutos finais.

TRANSIÇÃO OFENSIVA – DUVÁN VERGARA

O extremo foi a melhor opção de saídas ofensivas do América de Cali ao longo do duelo a partir de sua capacidade de drible em condução e profundidade interior.

Higor Santos Ver todo

Higor Santos es un joven brasileño analista y scout de fútbol internacional que trabaja como freelancer. Apasionado por fútbol francés y belga, sigue semanalmente diferentes ligas por el mundo con enfoque especial para Sudámerica.

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