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COPA LIBERTADORES: GREMIO VS. SANTOS (IDA)

Grêmio

  • Fase defensiva:

Em organização defensiva, o time dirigido por Renato Portaluppi normalmente ensaiava pressionar os tiros de meta curtos do adversário com seu habitual posicionamento em 4-4-2 com a utilização de referências individuais setorizadas, reajustando a altura do bloco defensivo conforme a construção do Santos fosse avançando; um dos problemas do time gaúcho foi a manutenção das trocas de marcação nos flancos, já que o lateral-direito Pará arrastava a vigilância de Pepê e possibilitava cenários de enfrentamentos individuais para o extremo Marinho contra Diogo Barbosa, que esteve superado defensivamente ao longo dos 90 minutos em um contexto em que o Grêmio praticamente sempre dominou a posse de bola. Por outro lado, o jovem médio Sandry foi capaz de encontrar soluções através do passe baixo pressão aproveitando os saltos descoordenados do adversário.

Outra debilidade na estrutura coletiva dos mandantes foi notavelmente sua transição defensiva: sempre considerando a correlação das fases do jogo dentro de uma globalidade sistêmica do futebol, a má preparação de vigilâncias ofensivas antes de perder a posse de bola e as dificuldades do Grêmio para movê-la com fluidez resultaram em inúmeros contra-ataques ao Santos, que finalizou em até 13 oportunidades durante o duelo somando menos que 40% do tempo com a bola nos pés.

  • Fase ofensiva:

Buscando iniciações curtas nos tiros de meta com o habitual posicionamento com o volante Matheus Henrique baixando na mesma linha dos zagueiros para estruturar a primeira montagem da saída de bola, o Grêmio enfrentou um adversário que baseou seu planejamento e organização no momento sem bola na utilização de marcações individuais para pressionar as recepções dos meio-campistas do time gaúcho a partir de uma altura média. Com o lateral Diogo Barbosa avançando no corredor externo possibilitando movimentos na meia-esquerda do extremo Pepê, com a dupla de médios formada por Maicon e Matheus Henrique alternando funções na saída a 3 na primeira fase de construção, o tricolor teve inúmeras dificuldades para fluir e progredir com a bola em organização ofensiva, especialmente considerando a abordagem agressiva do Santos nas suas referências individuais, cenário que causou um claro desconforto no capitão e veterano volante Maicon, enquanto apenas Matheuzinho demonstrou capacidade de sair de pressões através de dribles, conduções e acelerações.

Na direita, com o lateral-direito Victor Ferraz e o extremo Luiz Fernando alternando entre zonas de amplitude e meio-espaço, o Grêmio não foi capaz de aproveitar os desajustes provocados pelo posicionamento de seu lateral nos movimentos de arraste sobre Lucas Braga, ao mesmo tempo que o chileno César Pinares esteve desconectado do jogo graças ao grande trabalho de Sandry na sua marcação homem a homem proposta por Cuca. Em um segundo tempo aberto e em que o Santos esteve mais próximo do 0-2 que o Grêmio do empate, o time gaúcho conseguiu domínio territorial apenas nos 20 minutos finais, sobretudo através de Matheus Henrique, que claramente foi a figura do jogo no lado tricolor, alcançando finalmente o 1-1 em um pênalti já nos acréscimos.

Santos

  • Fase defensiva:

A adaptação do time dirigido por Cuca em organização defensiva foi um fator preponderante para a superioridade na execução de sua estratégia em relação ao adversário ao longo de grande parte do duelo contra o Grêmio em Porto Alegre. Situado em 4-1-4-1, a postura do Santos não privilegiava uma alta pressão nos tiros de meta do rival, abordando o portador da bola de maneira agressiva a partir de uma altura média, através de referências homem a homem: os laterais Pará e Felipe Jonatan perseguiam os apoios de Pepê e Luiz Fernando enquanto Lucas Braga e Marinho baixavam para seguir os laterais do adversário, ao mesmo tempo que Sandry era responsável pela marcação de César Pinares, enquanto Diego Pituca e Jobson saltavam em pressão sobre Matheus Henrique e Maicon, respectivamente, de forma orientada individualmente. Desta maneira, o Santos cortou fluidez das posses e construções do adversário, forçou perdas em zonas perigosas e conseguiu sair com continuidade nos contra-ataques, tendo diversas oportunidades de gol em erros defensivos do adversário na segunda etapa para definir a eliminatória em 0-2 já na ida, apesar de desperdiçar estas chances e terminar sofrendo o empate nos minutos finais; ante um adversário que sempre recorreu a cruzamentos laterais no último terço, o Peixe foi sólido em grande parte do duelo protegendo sua área.

  • Fase ofensiva:

Nos tiros de meta, o Santos ensaiava saídas curtas nas iniciações para atrair a pressão do Grêmio e em seguida jogar de forma direta com passes longos do goleiro John, apesar de certo protagonismo do médio Sandry na primeira montagem da construção, com o mesmo demonstrando boa distribuição e critério nas escolhas de passe, terminando como o jogador do Peixe com maior número de tentativas de passe realizadas ao longo do duelo mesmo sem atuar durante os 90 minutos (foi substituído no segundo tempo). Em geral, o Santos encontrou o 0-1 após uma cobrança de lateral que terminou em um cruzamento em que o goleiro Vanderlei falhou diretamente; posteriormente, em um cenário propício dentro de sua estratégia, o time dirigido por Cuca foi capaz de ameaçar em transição ofensiva através da capacidade de jogo em apoio do atacante Kaio Jorge, das conduções e dribles de Marinho e da aceleração em espaços abertos do extremo Lucas Braga, criando no mínimo três oportunidades claras de gol para aumentar sua vantagem no marcador.

Higor Santos Ver todo

Higor Santos es un joven brasileño analista y scout de fútbol internacional que trabaja como freelancer. Apasionado por fútbol francés y belga, sigue semanalmente diferentes ligas por el mundo con enfoque especial para Sudámerica.

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