Saltar al contenido

VÍDEO-ANÁLISE: FLAMENGO – PRESSÃO E ATAQUE (VS PALMEIRAS)

Na última quinta-feira (21), Flamengo e Palmeiras se enfrentaram no Mané Garrincha em um duelo de extrema importância para ambos na definição de suas ambições na reta final do Campeonato Brasileiro 2020-21 em termos de disputa pelo título para aproximar-se do agora líder Internacional. Através da adaptação de Rogério Ceni no planejamento e estratégia para neutralizar os pontos fortes do adversário e aproveitar suas fragilidades, o rubro-negro conseguiu uma contundente vitória por 2-0 em Brasília com duas fases distintas a nível de postura e abordagem ao longo dos 90 minutos na capital do país.

A função de Filipe Luís na lateral-esquerda e os ajustes em organização defensiva foram fatores determinantes para a boa execução da ideia do Flamengo no duelo

Em geral, o Flamengo foi capaz de estabelecer um domínio territorial e da posse de bola durante fases prolongadas durante os 45 minutos iniciais contra um adversário que não conseguiu efetividade pressionando seus primeiros passes e defendeu em bloco médio situado em 4-1-4-1. Com Filipe Luís na saída a três oferecendo suporte aos zagueiros, a intenção de Rogério Ceni consistiu em liberar a projeção de Maurício Isla em amplitude na direita com Gerson e Diego Ribas qualificando a primeira fase de construção como dupla de médios. Com Rodrigo Caio (substituído por Gustavo Henrique ainda no início devido a uma contusão) no centro da linha de 3 inicial da saída de bola do Flamengo, frequentemente o jogador formado em Cotia avançava metros conduzindo e provocava saltos em pressão dos meio-campistas do Palmeiras, sobretudo considerando que Raphael Veiga e Zé Rafael eram atraídos pelos volantes do adversário e geravam um cenário de inferioridade numérica de 2vs1 nas costas de Danilo.

Com Bruno Henrique no corredor lateral esperando pacientemente a bola chegar em posição aberta, o Flamengo condicionou a abordagem do Palmeiras entre as suas linhas com o posicionamento de Éverton Ribeiro e Giorgian De Arrascaeta nos costados do jovem Danilo, que foi prejudicado pelo contexto tático em grande parte do duelo e permitiu recepções de rivais no seu setor. Com os movimentos profundos dos jogadores que garantiam largura por fora, o time dirigido por Rogério Ceni conseguiu alcançar situações de vantagem na última parte do campo e criou aproximações de perigo contra a meta defendida por Weverton. Abaixo, vejam o gráfico com os comportamentos em organização ofensiva do Flamengo partindo do 4-2-3-1 de início:

Para entendimento mais didático e dinâmico do que foi explicado nos parágrafos anteriores, confiram a vídeo-análise produzida com os padrões coletivos apresentados pelo Flamengo no Mané Garrincha:

PRESSÃO E ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Durante a primeira parte e sobretudo nos 45 minutos finais, ficou em evidência um bom trabalho do Flamengo em organização defensiva para manter boas relações, distâncias entre os setores e pressão no homem da bola, a partir de comportamentos bem estabelecidos e estímulos que foram assimilados de forma positiva pelos jogadores. Em 4-2-3-1, o rubro-negro pressionava os tiros de meta do Palmeiras com Gabriel Barbosa e Éverton Ribeiro saltando para o acosso sobre os zagueiros Luan e Benjamin Kuscevic, enquanto a intenção era induzir o adversário a sair jogando pela direita, onde Bruno Henrique diminuía o raio de ação de Marcos Rocha orientando o Palmeiras por fora. Com Giorgian De Arrascaeta vigiando Danilo e desativando o talentoso médio palmeirense dos primeiros passes de sua equipe, Diego Ribas foi responsável por saltar e perseguir apoios de Zé Rafael, ao mesmo tempo que Gerson adotava abordagem similar contra Raphael Veiga.

Os gatilhos foram bem entendidos pelos jogadores na hora de pressionar o portador da bola quando ela chegava por fora, normalmente com o lateral do setor encurtando o tempo e espaço do adversário que recebia aberto no corredor. Nos 45 minutos finais, mesmo com a mudança de posicionamento de Gerson ou com os ingressos de Pepê e João Gomes, o Flamengo manteve a mesma postura e efetividade em organização defensiva em uma segunda parte de pouca continuidade e muitas paralisações. No vídeo abaixo, edição completa com os padrões coletivos descritos acima:

Higor Santos Ver todo

Higor Santos es un joven brasileño analista y scout de fútbol internacional que trabaja como freelancer. Apasionado por fútbol francés y belga, sigue semanalmente diferentes ligas por el mundo con enfoque especial para Sudámerica.

Responder

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión /  Cambiar )

Google photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google. Cerrar sesión /  Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión /  Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión /  Cambiar )

Conectando a %s

A %d blogueros les gusta esto: